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CIMEIRA DE COPENHAGA -Comissão Europeia quer "acordo global" com os aspectos positivos de Quioto

 

Confusão é a melhor palavra para descrever o que se passou ontem na Cimeira de Copenhaga. A crise que se viveu em Copenhaga evidenciou mais uma vez a grande divergência que existe em relação à manutenção, ou não, do Protocolo de Quioto. Os países em desenvolvimento recusam-se a aceitar um novo acordo que não inclua Quioto. No entanto, a decisão de abandonar as negociações foi uma forma dos países mais pobres pressionarem os países desenvolvidos para obterem maior financiamento.

Mas esta não é a única "pedra no sapato" das nações em desenvolvimento. A questão da gestão das florestas também está a gerar polémica. Nos corredores corre a versão de que há intenção de passar para uma próxima cimeira a quantificação da gestão florestal para as metas de redução de emissões de dióxido de carbono. Além do mais, não há ainda um entendimento sobre qual deve ser o ano de referência para se efectuar essa quantificação. E sem esse pormenor não é possível impor limites à desflorestação, já que esta é responsável por 20% do total de emissões do mundo. O grande problema é que a gestão florestal é um dos pontos centrais da cimeira de Copenhaga, e na qual depositaram muitas esperanças os países da América Latina, nomeadamente o Brasil.