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FACTURA ENERGÉTICA DO PAÍS DISPARA PARA 7,1 MIL MILHÕES DE EUROS

 

 

Portugal pagou em 2011 a factura mais alta dos últimos três anos para cumprir as suas necessidades de energia, penalizado por importações que já valem mais de 6% do Produto Interno Bruto. É o valor mais alto dos últimos três anos: 7,1 mil milhões de euros foi o preço pago por Portugal em 2011 pela necessidade de importar energia do exterior. Uma factura que representa um agravamento de 27,7% face ao ano anterior, segundo os mais recentes números da Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG).

Os 7,1 mil milhões de saldo importador de energia de Portugal comparam com os 5,5 mil milhões de 2010 e com 4,9 mil milhões em 2009, mas ficam ainda assim abaixo da factura do ano 2008.

Em 2011 Portugal teve importações energéticas de 10,5 mil milhões de euros, onde se incluem 8,6 mil milhões em produtos petrolíferos (mais 28,5% em valor, apesar de uma queda de 4,9% em volume), 1,4 mil milhões em gás natural (subida de 18,7% em valor e de 3,1% em volume), 227 milhões de euros em electricidade e mais de 300 milhões de euros em carvão. Em contrapartida, o País exportou um total de 3,4 mil milhões de euros em produtos energéticos em 2011, repartido em 3,27 mil milhões de produtos petrolíferos refinados (mais 29% em valor, mas menos 2,9% em volume), 68 milhões de euros em biomassa e 84 milhões em energia eléctrica.

O saldo importador de 2011 (os referidos 7,1 mil milhões de euros) assumiu no ano passado um dos mais elevados pesos no Produto Interno Bruto (PIB) da última década (4,1% do PIB de 2011), apenas atrás do registo de 2008 (em que o saldo importador de energia representou 4,8% do PIB).

"Os dois factores que, exogenamente, afectaram negativamente este saldo importador, foram o aumento generalizado dos preços de importação de todos os produtos energéticos nos mercados internacionais, na ordem dos 30%, face a 2010, e a desvalorização do euro face ao dólar, na ordem dos 5%", explica a DGEG. Mas consideradas isoladamente, as importações totais de energia (10,5 mil milhões de euros) atingiram 6,2% do PIB no ano passado, o mais alto registo desde pelo menos 2004, batendo inclusive os 6% que as importações energéticas pesaram no PIB de 2008.

Fonte: Jornal de Negócios